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Brasil10 de fev. de 2025 há 1 ano

Luciano Hang desabafa e faz críticas a Bolsonaro

O empresário Luciano Hang, 62 anos, é conhecido pelo êxito no ramo dos negócios e por ser um dos principais apoiadores públicos de Bolsonaro, a quem doou R$ 1 milhão para a última campanha à Presidência. Nos últimos dias, porém, o autointitulado “Véio da Havan” demonstrou insatisfação com o ex-presidente, a quem dirigiu críticas. Em conversas reservadas, Luciano Hang adotou tom de desabafo ao se referir a Bolsonaro. O empresário disse que o ex-presidente pensaria primeiro nele próprio e na família, deixando aliados relevantes em segundo plano. Para Hang, exemplo disso seria a escolha de um dos filhos para disputar a Presidência — atualmente inelegível, Bolsonaro estuda lançar Eduardo ou Flávio em 2026. A pessoas próximas, Luciano Hang opinou que Bolsonaro deveria apoiar ao Planalto um nome conservador de fora da família. Um dos mencionados é Ratinho Júnior (PSD), governador do Paraná reeleito com 69% dos votos. O grupo de Bolsonaro, por sua vez, costuma sustentar que o ex-presidente já amargou múltiplas traições na política e que, por isso, o fator DNA ganhou importância. Luciano Hang também afirmou a aliados ter “dado o sangue” por Bolsonaro, que, contudo, teria se mostrado ausente nos últimos meses. Em 2021, o midiático empresário chegou a ser alvo da CPI da Covid e foi indiciado por “incitação ao crime” em relatório produzido pelo senador Renan Calheiros (MDB), aliado de Lula. Não houve consequências na esfera judicial. As reclamações direcionadas a Bolsonaro foram externas por Luciano Hang a interlocutores dias antes de o empresário se internar para um procedimento de cateterismo no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, na última quinta-feira (6/2). Após a cirurgia, o empresário enviou uma mensagem a seus seguidores: “Eu sempre fui muito preocupado e faço consultas regularmente. Quando você descobre o problema cedo, é muito mais fácil de tratar e resolver. O aprendizado que fica é: cuide da saúde”. Metrópoles

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Brasil10 de fev. de 2025 há 1 ano

Lula diz trocar 5 governadores por 1 senador

Integrantes do Planalto avaliam que a eleição mais importante em 2026, depois da Presidência da República, será a do Senado, que terá em disputa dois terços das vagas e é considerada estratégica por bolsonaristas, diante da oportunidade de emplacar pautas como o impeachment de ministros do STF. Aliados dizem que o presidente Lula (PT) fala abertamente que troca “cinco governadores por um senador”. Há um receio de que a oposição consiga conquistar metade das 54 vagas abertas, o que a deixaria com maioria no Senado. A maior parte desses espaços em disputa em 2026 será do campo governista, o que causa preocupação na base do petista. Se isso acontecer, receiam governistas, os bolsonaristas poderiam tentar transformar a eleição em uma espécie de plebiscito sobre temas como drogas, aborto e STF. Enquanto bolsonaristas já alinham nomes para a disputa pelo Senado, incluindo Michelle, Eduardo e Flávio Bolsonaro, a base de Lula patina. Em estados-chave como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, não há nomes óbvios que possam ser competitivos. Lula já sondou ao menos um ministro para que vá para o sacrifício e busque o Senado em 2026, em vez de voos mais altos. Painel

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Brasil8 de fev. de 2025 há 1 ano

Gasolina atinge maior valor desde o início do governo Lula

O preço médio da gasolina nos postos brasileiros subiu R$ 0,15 por litro na primeira semana após o reajuste da alíquota do ICMS, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP). O aumento superou a estimativa inicial, que previa um acréscimo de R$ 0,10 devido ao imposto estadual. Os cálculos são da Folha de SP. Com isso, o preço médio do combustível no país chegou a R$ 6,35 por litro, o maior valor registrado desde o início do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), já considerando a correção pela inflação. A alta da gasolina influencia diretamente o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que já vem pressionado pelos preços dos alimentos. Além disso, o índice sentirá novos impactos em fevereiro, com a elevação dos custos de material escolar e o reajuste nas tarifas de energia elétrica, que em janeiro tiveram desconto devido à redução no custo de Itaipu. Em São Paulo, o preço médio do litro da gasolina foi de R$ 6,17 nesta semana, segundo a ANP. O valor mais alto do país foi encontrado em Barueri (SP), onde o litro chegou a R$ 8,49. Já o preço mais baixo foi registrado em São Caetano do Sul (SP), a R$ 5,26. Além da gasolina, o diesel S-10 também teve aumento significativo. O litro foi comercializado, em média, a R$ 6,44, um acréscimo de R$ 0,26 em relação à semana anterior. Esse reajuste ocorre após o aumento do ICMS em R$ 0,06 por litro, somado ao recente reajuste aplicado pela Petrobras nas refinarias. Com isso, o diesel atingiu o maior patamar desde dezembro de 2023. O etanol hidratado também apresentou alta no período, passando de R$ 4,29 para R$ 4,37 por litro. Segundo o Sindicato dos Postos de Combustíveis do Paraná (Paranapetro), parte desse aumento pode ser atribuída ao custo do etanol anidro, que compõe 27% da mistura da gasolina vendida nos postos. Folha de S. Paulo

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Brasil8 de fev. de 2025 há 1 ano

Felipe Neto afirma que não comentará mais sobre política: ‘Fiz o meu papel’

Felipe Neto anunciou que vai deixar de comentar sobre politica em suas redes sociais. O que aconteceu O empresário e influenciador digital, que acabou se aproximando do governo Lula em meio as críticas aos bolsonaristas, explicou o motivo de encerrar comentários políticos online: “Esse ano decidi fazer algumas mudanças. Eu realmente sinto que a minha vida tinha mudado de estrada, de rumo, para uma estrada que eu nunca quis entrar”. No vídeo publicado nesta semana, Neto afirmou que não possui pretensão politica e que sentia que estava indo para um “caminho errado”: “Eu tava como se fosse na contramão, numa rua que levava para o caminho errado. Não tenho nenhuma pretensão de ser político, nenhuma intenção de seguir uma carreira nesse caminho e era para isso que a vida tava encaminhando. Eu tava meio perdido”. “A única razão de eu ter entrado nesse mundo [da política] foi para enfrentar algo que eu considero completamente errado [que é a extrema direita]”, explicou Felipe Neto. O influenciador afirmou que cumpriu seu papel de tentar com seu publico: “Me dediquei de corpo e alma. Mergulhei de cabeça, dediquei cada segundo da minha vida. E acredito que fiz o meu papel, mas do fundo do coração, para todas as pessoas que vão me cobrar, que vão ficar muito chateadas com isso, eu preciso dizer que preciso voltar a focar em mim. Na minha felicidade e no que eu amo fazer, que é produzir conteúdo”. Neto declarou ainda que vai retomar com o canal no YouTube, onde tem 47 milhões de inscritos, com mais dedicação: “Eu tive que abdicar de muitas coisas para essa vida, que não é a vida que eu queria ter. Então, estou aqui para quem é fã do canal trazendo uma notícia boa: que 2025 a minha prioridade volta a ser esse canal no YouTube”. No X, antigo Twitter, ele agradeceu as mensagens de apoio e disse que vai processar quem está fazendo falsas acusações contra ele: “Muito obrigado a todas as mensagens de carinho e apoio desde ontem. E também muito obrigado a todas as marcações mostrando os criminosos que me acusaram de ‘receber dinheiro dos EUA para atacar a direita’. Vai ser muito processo. Dentro de uns meses poderemos comemorar”. UOL

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Brasil8 de fev. de 2025 há 1 ano

Petista usava gravata de R$1,6 mil ao falar sobre ‘comida cara’

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva utilizou uma gravata da grife francesa Louis Vuitton, cujo preço é superior a R$ 1,6 mil, durante a entrevista em que disse para a população não comprar comida cara. “Uma das coisas mais importantes para que a gente possa controlar o preço é o próprio povo. Se você vai no supermercado e você desconfia que tal produto está caro, você não compra”, afirmou Lula durante entrevista às rádios Itatiaia, Mundo Melhor e BandNews FM BH, de Minas Gerais. Essa não é a primeira vez que o “presidente dos pobres” aparece com acessórios de luxo. O chefe do Executivo possui uma série de gravatas de marcas de luxo, entre elas, uma da grife italiana Ermenegildo Zegna, adquirida pela primeira-dama Janja da Silva durante uma viagem oficial em Portugal, no final de 2023. Diario do Poder

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Brasil8 de fev. de 2025 há 1 ano

Amado Batista se Casará com Miss 50 Anos Mais Nova em Regime de Separação Total de Bens

Amado Batista vai se casar com Calita Franciele, miss 50 anos mais nova que ele, em cerimônia prevista para março. O regime do casamento, que era um mistério, está definido: será em separação total de bens. A Lei brasileira determina que, por ter mais de 70 anos, Amado Batista não possa se casar em comunhão total ou parcial de bens. Isso significa que, independente da vontade particular dos noivos, eles terão que se casar em separação total de bens. Amado Batista é dono de R$ 800 milhões em propriedades, de acordo com o portal Aruanã FM. Além disso, ele movimenta mais de R$ 120 milhões por ano através da venda de gado. A fortuna, entretanto, não será diretamente compartilhada com Calita Franciele. Alfinetei

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Brasil8 de fev. de 2025 há 1 ano

Bolsonaro defende fim da Ficha Limpa e diz que lei é usada para perseguir direita

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou, em um vídeo publicado em suas redes sociais, que a Lei da Ficha Limpa é utilizada atualmente para perseguir nomes da direita e defendeu o fim da normatização. “Quero acabar com a Lei da Ficha Limpa”, afirmou Bolsonaro, ao lembrar que “lá atrás” votou favoravelmente ao projeto. O ex-presidente minimizou as duas sentenças que, em 2023, o tonaram inelegível por oito anos. “Qual o crime? Reunir-se com embaixadores? Após o desfile, ocupar um carro de som e fazer um pronunciamento? Abuso de poder político e abuso de poder econômico?”, disse. “Ou seja, a Lei da Ficha Limpa hoje em dia serve apenas para uma coisa: para que se persiga os políticos de direita”, acrescentou. InfoMoney

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Brasil8 de fev. de 2025 há 1 ano

Hugo Motta critica o STF e diz que 8 de janeiro não foi golpe

Hugo Motta disse que 8 de janeiro não foi tentativa de golpe e criticou as penas aplicadas pelo STF. O presidente da Câmara afirmou a uma rádio da Paraíba que o assunto é complexo e que conduzirá discussões sobre anistia com isenção. As penas aplicadas aos vândalos são desproporcionais a realidade do Brasil. Como disse Rogério Marinho, nem Elise Matsunaga, que fatiou o marido, recebeu uma pena daquela. Atitudes de arruaceiros precisam ser punidas, mas não com penas absurdas como essas. A frase de Hugo Motta pode conduzir a situação para outro nível. Blog Gustavo Negreiros

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Brasil8 de fev. de 2025 há 1 ano

Asteroide Beenu pode devastar a Terra em 2182

O objeto rochoso que recebeu o nome de Bennu é classificado como um asteroide próximo à Terra, localizado a cerca de 299.000 km de distância. A rocha pode chegar ainda mais perto no futuro, e cientistas calculam que a chance de uma colisão com a Terra é de 1 em 2.700 e ocorreria em setembro de 2182. Simulações feitas por computador previram a destruição imediata do planeta caso Beenu atingisse a terra. Além disso, estima-se que o impacto injetaria de 100 a 400 milhões de toneladas de poeira na atmosfera, causando interrupções no clima, na química atmosférica e na fotossíntese global, problemas que durariam de três a quatro anos. Forbes BR

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Brasil7 de fev. de 2025 há 1 ano

Banco do Brasil terá de devolver R$ 20 milhões a clientes por cobranças indevidas

O Banco do Brasil (BB) irá restituir R$ 20,6 milhões a clientes que foram cobrados indevidamente ao longo dos últimos anos. Os valores serão devolvidos em até 12 meses e corrigidos pela inflação. A medida faz parte de um acordo firmado com o Banco Central (BC), que identificou irregularidades na cobrança de tarifas. A informação foi antecipada pela Folha de SP e confirmada por veículos como o jornal O Globo. Além da devolução, o BB também pagou uma multa e assumiu o compromisso de não repetir essas práticas. Para garantir que o acordo seja cumprido, o banco deverá apresentar relatórios de auditoria interna e contratar uma empresa independente para acompanhar o processo. Caso não consiga devolver todo o montante no prazo estipulado, terá que repassar o valor restante ao Banco Central. No total, o banco e oito executivos concordaram em pagar R$ 4,62 milhões ao BC, sendo R$ 3,75 milhões pagos pela própria instituição. Cobranças irregularesAs tarifas indevidas envolveram dois tipos de cobranças:– Segunda via de cartão: O BB aplicou taxas irregulares para emissão de novos cartões de débito e crédito em três situações específicas: quando o cartão não era utilizado, quando havia bloqueio por suspeita de falsificação e em casos de extravio. Essa prática afetou mais de 1,5 milhão de clientes entre 2013 e 2024, totalizando R$ 14,1 milhões em cobranças indevidas. O GLOBO

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Brasil7 de fev. de 2025 há 1 ano

Aumentar juros pode ser remédio para corrigir inflação, diz Haddad

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta 6ª feira (7.fev.2025) que o governo trabalha para trazer o dólar para “um patamar mais adequado” –algo que terá reflexo, “nas próximas semanas”, nos preços praticados. Segundo ele, o país está melhor hoje do que quando era governado por Jair Bolsonaro (PL) e é preciso “ter muita sabedoria” para “conduzir” a política monetária. “Se você está tendo um repique inflacionário, você precisa corrigir. O remédio para corrigir a inflação é, muitas vezes, aumentar a taxa de juros para inibir a alta de preços. Agora, tudo isso tem que ser feito da maneira correta, na dose certa”, declarou em entrevista à rádio Cidade FM 99.7, de Caruaru (PE). O BC (Banco Central) decidiu em janeiro elevar a Selic em 1 ponto percentual. A taxa básica de juros passou de 12,25% para 13,25% ao ano. A decisão se deu por unanimidade. Segundo Haddad, às vezes, deve-se aumentar os juros “para desaquecer um pouco a economia”, porque se “estiver muito aquecida, os preços vão aumentar”. O ministro declarou: “Ano passado, nós já corrigimos as distorções do deficit público. Você sabe que o deficit acumulado nos 2 governos anteriores foi de quase R$ 2 trilhões”. Haddad afirmou que “havia muito benefício fiscal para empresário rico” antes de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assumir em 2023. “Os ricos, como você sabe, foram muito favorecidos com isenção de impostos e a gente está corrigindo isso. Quem tinha um fundo em paraíso fiscal não tolera imposto no Brasil. E o governo anterior não teve a coragem de cobrar imposto de quem tinha fundo em paraíso fiscal”, disse. Poder 360

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Brasil7 de fev. de 2025 há 1 ano

Quentinha invisível: ONG responsável por ação do Governo Lula contratou firmas do próprio dono e de sobrinho

A “ONG das Quentinhas” responsável por ação do Ministério do Desenvolvimento Social que distribui refeições a populações vulneráveis contratou uma empresa do próprio dono e outra de um sobrinho dele. Além dos R$ 5,6 milhões do projeto Cozinha Solidária, o Movimento Organizacional Vencer, Educar e Realizar (Mover Helipa) firmou um acordo de R$ 5,2 milhões com o governo federal para promover cursos de capacitação a moradores de baixa renda da periferia da capital paulista. Essa verba, sob responsabilidade do ministério, veio do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), reserva da União destinada a bancar o seguro-desemprego, abono salarial e ações relacionadas ao desenvolvimento econômico. Após ser procurada pelo GLOBO para falar sobre o serviço, a pasta informou que suspendeu pagamento referente ao convênio de treinamento em áreas carentes. Como O GLOBO mostrou na quinta-feira, a ONG comandada por José Renato Varjão, ex-assessor do deputado federal Nilto Tatto (PT-SP) e do deputado estadual de São Paulo Ênio Tatto (PT), subcontratou outras entidades em nome de atuais ou ex-integrantes de gabinetes petistas para produzir e distribuir refeições. Representantes dessas ONGs reconheceram que estão entregando um número de pratos por mês abaixo do que foi contratado. O programa Cozinha Solidária foi lançado em março de 2024 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em cerimônia no Palácio do Planalto. Além da entrega de quentinhas, o ministério comandado por Wellington Dias (PT) contratou a ONG para realizar atividades que possam facilitar o acesso ao mercado de trabalho de moradores das favelas de Heliópolis, na Zona Sul de São Paulo, e do Parque Santa Madalena, na Zona Leste. Com a verba federal em mãos, Varjão destinou parte dos recursos para uma empresa da qual é sócio — na Receita Federal, a firma diz prestar “serviços de organização de feiras, congressos, exposições e festas”. Já no acordo com a Mover Helipa, firmado por R$ 96 mil, a firma se tornou responsável por prestar “serviços especializados como consultor de relações institucionais”. — Os diretores da instituição que executam o trabalho podem receber pelo projeto. Está tudo dentro da lei — argumenta Varjão. Outra firma contratada pertence a Jhonatas Varjão Ferreira, sobrinho do dono da ONG. O documento prevê repasse de R$ 72 mil para prestar “serviços especializados como analista de comunicação”. O contrato foi assinado no dia 1º de dezembro, três dias antes da abertura oficial da empresa na Receita Federal. — Eu fui um dos fundadores da ONG, junto com meu tio, mas agora voltei depois de passar por outros empregos. Sou consultor de comunicação e cuido de redes sociais — disse Jhonatas. Varjão afirma que o sobrinho foi “contratado pela capacidade técnica, não por ser parente”. Especialista em Direito Administrativo e desembargadora federal aposentada, Cecilia Mello afirma que, por se tratar de dinheiro público, as ONGs devem “optar por serviços mais econômicos e eficientes”. — Mesmo sendo uma ONG, é necessário fazer uma pesquisa de preços, algo similar a uma licitação. Não se pode contratar a própria empresa sem ter capacitação na área. Se (a empresa) está usando uma verba pública, tem que seguir os critérios de legalidade para utilização desse recurso. Se for o caso de contratação de uma empresa do sobrinho sem a devida qualificação, haverá uma flagrante ilegalidade. Quando ele contrata sua própria empresa, a empresa deve ter experiência na área — diz. Além da capacitação, o Desenvolvimento Social diz que o convênio visava à “construção de uma cozinha escola”. “Todas as averiguações estão sendo conduzidas com total transparência”. A pasta afirma que, caso sejam confirmadas irregularidades, além da suspensão de repasses, “outras providências serão tomadas conforme a legislação vigente”. Diante da revelação do caso das quentinhas e pressionado pelas críticas, especialmente da oposição, o ministério acionou na quinta-feira a Polícia Federal e órgãos de controle para investigar os gastos das ONGs envolvidas no programa Cozinha Solidária. “As denúncias apontadas estão sendo objeto de averiguação, e o ministério já enviou uma equipe ao local nesta quinta, que ficará pelo tempo que for necessário, vistoriando todas a unidades denunciada”, afirmou a pasta. O ministério acionou a Rede Federal de Fiscalização de programas vinculados ao Cadastro Único, um núcleo que trabalha integrado com a Polícia Federal, Controladoria-Geral da União e Advocacia-Geral da União . Na quinta-feira, parlamentares da oposição usaram o caso para fazer críticas ao governo nas redes sociais e acionaram a Procuradoria-Geral da República e Tribunal de Contas da União (TCU). — O governo Lula precisa explicar por que escolheu ONGs sem capacidade comprovada para uma tarefa tão crucial — disse a deputada Silvia Waiãpi (PL-AP), uma das vice-líderes da oposição na Câmara, chamando o episódio de “inadmissível”. O Globo

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