Saúde

Sete em cada dez adolescentes dormem mal; celular à noite é o maior desafio, diz médico

Sete em cada dez adolescentes estão dormindo menos do que o necessário, segundo uma pesquisa com mais de 120 mil jovens publicada na revista científica Jama. O dado acende um alerta para os impactos da privação de sono, que vão de irritabilidade e dificuldade de aprendizagem até alterações hormonais e maior risco de obesidade.   Em entrevista ao podcast do Bem-Estar, o pediatra especialista em sono Gustavo Moreira explica que o problema resulta de uma combinação de fatores biológicos e comportamentais — e que pequenas mudanças na rotina podem melhorar a qualidade do descanso.   Dormir mal não é apenas uma questão de cansaço. O sono tem papel essencial no funcionamento do organismo, comparável à alimentação e à respiração, segundo o especialista.   Durante o descanso, o corpo:    repara células  produz hormônios importantes, como os de crescimento  regula metabolismo e hormônios do estresse  consolida o aprendizado   Na adolescência, fase crítica de desenvolvimento físico e do sistema nervoso, a privação de sono pode intensificar a instabilidade emocional e aumentar o risco de transtornos mentais, como depressão e transtorno bipolar.   Entre os principais erros na higiene do sono, o uso do celular à noite se destaca.   Além da luz, os aplicativos são projetados para manter a atenção do usuário, estimulando o cérebro e dificultando o relaxamento necessário antes de dormir.   Outros fatores que atrapalham o sono incluem:    consumo de cafeína à noite  atividade física no período noturno  falta de rotina para dormir e acordar       Reprodução: Portal G1

Bagadão
Por Bagadão 24 de março de 2026
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Sete em cada dez adolescentes dormem mal; celular à noite é o maior desafio, diz médico

Sete em cada dez adolescentes estão dormindo menos do que o necessário, segundo uma pesquisa com mais de 120 mil jovens publicada na revista científica Jama. O dado acende um alerta para os impactos da privação de sono, que vão de irritabilidade e dificuldade de aprendizagem até alterações hormonais e maior risco de obesidade.

 

Em entrevista ao podcast do Bem-Estar, o pediatra especialista em sono Gustavo Moreira explica que o problema resulta de uma combinação de fatores biológicos e comportamentais — e que pequenas mudanças na rotina podem melhorar a qualidade do descanso.

 

Dormir mal não é apenas uma questão de cansaço. O sono tem papel essencial no funcionamento do organismo, comparável à alimentação e à respiração, segundo o especialista.

 

Durante o descanso, o corpo:

 

  •  repara células
  •  produz hormônios importantes, como os de crescimento
  •  regula metabolismo e hormônios do estresse
  •  consolida o aprendizado

 

Na adolescência, fase crítica de desenvolvimento físico e do sistema nervoso, a privação de sono pode intensificar a instabilidade emocional e aumentar o risco de transtornos mentais, como depressão e transtorno bipolar.

 

Entre os principais erros na higiene do sono, o uso do celular à noite se destaca.

 

Além da luz, os aplicativos são projetados para manter a atenção do usuário, estimulando o cérebro e dificultando o relaxamento necessário antes de dormir.

 

Outros fatores que atrapalham o sono incluem:

 

  •  consumo de cafeína à noite
  •  atividade física no período noturno
  •  falta de rotina para dormir e acordar

 

 

 

Reprodução: Portal G1

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