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PCC gere 40 fundos de investimentos com patrimônio de R$ 30 bi, diz Receita

Participante da megaoperação nacional Carbono Oculto, a Receita Federal brasileira diz que já identificou ao menos 40 fundos de investimentos (multimercado e imobiliários), com patrimônio de R$ 30 bilhões, controlados pela facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). As operações aconteciam justamente no mercado financeiro de São Paulo, através de membros infiltrados no mercado financeiro – a famosa Faria Lima. Esses fundos de investimentos foram utilizados como estruturas de ocultação de patrimônio, diz a Receita. O órgão afirma, ainda, que esses 40 fundos são fechados com um único cotista, geralmente com outro fundo de investimento, criando camadas de ocultação do dinheiro criminoso. Esses fundos financiaram a compra de um terminal portuário, quatro usinas produtoras de álcool (mais duas usinas em parceria ou em processo de aquisição), 1.600 caminhões para transporte de combustíveis e mais de 100 imóveis. Entre os bens adquiridos com dinheiro desses fundos também estão seis fazendas no interior de São Paulo avaliadas em R$ 31 milhões e uma residência em Trancoso/BA, adquirida por R$ 13 milhões. A principal fintech atuava como banco paralelo da organização e movimentou sozinha R$ 46 bilhões não rastreáveis no período. Essas empresas financeiras também financiavam outras companhias importadoras que atuavam na compra, no exterior, de produtos como nafta, hidrocarbonetos e diesel com recursos de formuladoras e distribuidoras vinculadas à organização criminosa. G1

Bagadão
Por Bagadão 28 de agosto de 2025
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PCC gere 40 fundos de investimentos com patrimônio de R$ 30 bi, diz Receita

Participante da megaoperação nacional Carbono Oculto, a Receita Federal brasileira diz que já identificou ao menos 40 fundos de investimentos (multimercado e imobiliários), com patrimônio de R$ 30 bilhões, controlados pela facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

As operações aconteciam justamente no mercado financeiro de São Paulo, através de membros infiltrados no mercado financeiro – a famosa Faria Lima. Esses fundos de investimentos foram utilizados como estruturas de ocultação de patrimônio, diz a Receita.

O órgão afirma, ainda, que esses 40 fundos são fechados com um único cotista, geralmente com outro fundo de investimento, criando camadas de ocultação do dinheiro criminoso.

Esses fundos financiaram a compra de um terminal portuário, quatro usinas produtoras de álcool (mais duas usinas em parceria ou em processo de aquisição), 1.600 caminhões para transporte de combustíveis e mais de 100 imóveis.

Entre os bens adquiridos com dinheiro desses fundos também estão seis fazendas no interior de São Paulo avaliadas em R$ 31 milhões e uma residência em Trancoso/BA, adquirida por R$ 13 milhões.

A principal fintech atuava como banco paralelo da organização e movimentou sozinha R$ 46 bilhões não rastreáveis no período.

Essas empresas financeiras também financiavam outras companhias importadoras que atuavam na compra, no exterior, de produtos como nafta, hidrocarbonetos e diesel com recursos de formuladoras e distribuidoras vinculadas à organização criminosa.

G1

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