Os riscos de ‘virar a garrafa’: especialista fala sobre prática comum em shows sertanejos
Munhoz e Mariano estão sendo processados por darem uísque a um adolescente de 15 anos. Nas imagens divulgadas, os artistas fazem uma contagem em segundos mostrando o tempo em que a garrafa é virada e tem o líquido despejado direto na boca do rapaz. A cena não é rara em shows sertanejos. Alguns artistas chamam algum fã para subir ao palco e viram a garrafa de bebida alcoólica na boca deles. Outros, vão passando pela primeira fila do público e distribuindo alguns goles do líquido. Em entrevista ao g1, a psiquiatra Alessandra Diehl, membro do conselho consultivo da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas (ABEAD), explica que a rápida absorção de bebida alcoólica, como acontece nesses casos, faz com que o nosso organismo não tenha tempo suficiente de metabolizar o álcool ingerido. Ela ainda afirma que a grande quantidade de álcool em contato rápido com sistema nervoso predispõe, com maior facilidade, a quadros clínicos de coma e morte por parada cardiorrespiratória. Alessandra destaca que os riscos não param por aí: quedas, traumatismo craniano após queda, perda da consciência, maior vulnerabilidade a acidentes e a sofrer abuso sexual, além da diminuição da crítica, da capacidade volitiva, cognitiva, memória e atenção estão entre eles. g1

Munhoz e Mariano estão sendo processados por darem uísque a um adolescente de 15 anos. Nas imagens divulgadas, os artistas fazem uma contagem em segundos mostrando o tempo em que a garrafa é virada e tem o líquido despejado direto na boca do rapaz.
A cena não é rara em shows sertanejos. Alguns artistas chamam algum fã para subir ao palco e viram a garrafa de bebida alcoólica na boca deles. Outros, vão passando pela primeira fila do público e distribuindo alguns goles do líquido.
Em entrevista ao g1, a psiquiatra Alessandra Diehl, membro do conselho consultivo da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas (ABEAD), explica que a rápida absorção de bebida alcoólica, como acontece nesses casos, faz com que o nosso organismo não tenha tempo suficiente de metabolizar o álcool ingerido. Ela ainda afirma que a grande quantidade de álcool em contato rápido com sistema nervoso predispõe, com maior facilidade, a quadros clínicos de coma e morte por parada cardiorrespiratória.
Alessandra destaca que os riscos não param por aí: quedas, traumatismo craniano após queda, perda da consciência, maior vulnerabilidade a acidentes e a sofrer abuso sexual, além da diminuição da crítica, da capacidade volitiva, cognitiva, memória e atenção estão entre eles.
g1
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