O menino que queria cuidar de leões: a dura realidade por trás da tragédia em João Pessoa
A conselheira tutelar que acompanhou por anos o jovem conhecido como “Vaqueirinho”, morto neste domingo, 30, após invadir a jaula de uma leoa no Parque Arruda Câmara, em João Pessoa, divulgou uma nota devastadora que fala a trajetória de abandono, violações e sofrimento que ele carregava desde os 10 anos. O caso comoveu o país. “Gerson, meu menino sem juízo… Quantas vezes, na sala do Conselho Tutelar, você dizia que ia pegar um avião para ir a um safári na África cuidar de leões. Você ainda tentou. E eu agradeci a Deus quando o aeroporto me avisou que você tinha cortado a cerca e entrado no trem de pouso de um avião da Gol. Graças a Deus, observaram pelas câmeras que havia um adolescente ali antes que uma tragédia acontecesse. Foram oito anos acompanhando você, lutando, brigando para garantir seus direitos. Quando entrou na minha sala pela primeira vez, tinha apenas 10 anos. Eu e a conselheira Patrícia Falcão recebemos você das mãos da PRF, encontrado sozinho na BR. Desde então, toda a Rede de Proteção me procurava sempre que algo acontecia com você. Eu nunca consegui ver você como as redes sociais te pintavam. Eu conheci a criança que foi destituída do poder familiar da mãe, impedido de ser adotado como os outros quatro irmãos. Você só queria voltar a ser filho da sua mãe, que é esquizofrênica e não tinha condições de cuidado. Sua avó, também com transtornos mentais. Mas a sociedade, sem conhecer sua história, preferiu te jogar na jaula dos leões.” Reprodução: @/paulogermano.com.br

A conselheira tutelar que acompanhou por anos o jovem conhecido como “Vaqueirinho”, morto neste domingo, 30, após invadir a jaula de uma leoa no Parque Arruda Câmara, em João Pessoa, divulgou uma nota devastadora que fala a trajetória de abandono, violações e sofrimento que ele carregava desde os 10 anos. O caso comoveu o país.
“Gerson, meu menino sem juízo… Quantas vezes, na sala do Conselho Tutelar, você dizia que ia pegar um avião para ir a um safári na África cuidar de leões. Você ainda tentou. E eu agradeci a Deus quando o aeroporto me avisou que você tinha cortado a cerca e entrado no trem de pouso de um avião da Gol. Graças a Deus, observaram pelas câmeras que havia um adolescente ali antes que uma tragédia acontecesse.
Foram oito anos acompanhando você, lutando, brigando para garantir seus direitos. Quando entrou na minha sala pela primeira vez, tinha apenas 10 anos. Eu e a conselheira Patrícia Falcão recebemos você das mãos da PRF, encontrado sozinho na BR. Desde então, toda a Rede de Proteção me procurava sempre que algo acontecia com você.
Eu nunca consegui ver você como as redes sociais te pintavam. Eu conheci a criança que foi destituída do poder familiar da mãe, impedido de ser adotado como os outros quatro irmãos. Você só queria voltar a ser filho da sua mãe, que é esquizofrênica e não tinha condições de cuidado. Sua avó, também com transtornos mentais. Mas a sociedade, sem conhecer sua história, preferiu te jogar na jaula dos leões.”
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