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Lucro do Banco do Brasil desaba no 3º trimestre

As ações do Banco do Brasil operam em forte queda nesta quinta-feira (13.nov.2025), após a divulgação do balanço do terceiro trimestre.Por volta das 10h15, os papéis recuavam 5,34%, cotados a R$ 22, em reação à queda de 60% no lucro líquido ajustado entre julho e setembro em comparação ao mesmo período do ano passado.Além disso, o banco revisou para baixo suas projeções de lucro para 2025, estimando agora entre R$ 18 bilhões e R$ 21 bilhões, ante expectativa anterior de R$ 21 bilhões a R$ 25 bilhões. Os brasileiros recuperaram R$ 455,68 milhões em dinheiro esquecido no sistema financeiro apenas em setembro, segundo dados divulgados nesta terça-feira (11) pelo Banco Central (BC). Desde que o Sistema de Valores a Receber (SVR) foi lançado, já foram devolvidos R$ 12,22 bilhões a correntistas, embora ainda restem R$ 9,73 bilhões disponíveis para saque. O resultado trimestral foi pressionado pelo aumento mais rápido que o previsto nas provisões para perdas com crédito, que cresceram 78% em relação ao ano anterior, atingindo R$ 17,9 bilhões, especialmente devido às carteiras de agronegócio e grandes empresas.Em vídeo, o diretor financeiro Geovanne Tobias explicou que parte desse aumento está ligada a casos específicos não antecipados, mas ressaltou que o lucro líquido ajustado de R$ 3,79 bilhões superou a média das estimativas dos analistas. O resultado ficou estável em relação ao segundo trimestre, apesar da menor rentabilidade.O aumento das provisões refletiu também o impacto do agronegócio, segmento que representa cerca de um terço da carteira de crédito do banco, afetado por um crescimento nas falências e pela mudança nas regras contábeis que obrigou a instituição a reforçar a cobertura para inadimplência. O índice de inadimplência acima de 90 dias subiu 1,6 ponto percentual em 12 meses, alcançando 4,9% no trimestre encerrado em setembro, sendo que na carteira de agronegócio a inadimplência chegou a 5,3%. O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) caiu 13 pontos percentuais, para 8,4%, permanecendo estável frente ao trimestre anterior.Analistas esperavam que este terceiro trimestre fosse o ponto mais fraco do ano para o Banco do Brasil, como destacou Gustavo Schroden, do Citigroup: “Esperamos que o terceiro trimestre represente o ponto mínimo da rentabilidade do Banco do Brasil, como amplamente antecipado pelo mercado”. O Globo

Bagadão
Por Bagadão 14 de novembro de 2025
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Lucro do Banco do Brasil desaba no 3º trimestre

As ações do Banco do Brasil operam em forte queda nesta quinta-feira (13.nov.2025), após a divulgação do balanço do terceiro trimestre.
Por volta das 10h15, os papéis recuavam 5,34%, cotados a R$ 22, em reação à queda de 60% no lucro líquido ajustado entre julho e setembro em comparação ao mesmo período do ano passado.
Além disso, o banco revisou para baixo suas projeções de lucro para 2025, estimando agora entre R$ 18 bilhões e R$ 21 bilhões, ante expectativa anterior de R$ 21 bilhões a R$ 25 bilhões.

Os brasileiros recuperaram R$ 455,68 milhões em dinheiro esquecido no sistema financeiro apenas em setembro, segundo dados divulgados nesta terça-feira (11) pelo Banco Central (BC). Desde que o Sistema de Valores a Receber (SVR) foi lançado, já foram devolvidos R$ 12,22 bilhões a correntistas, embora ainda restem R$ 9,73 bilhões disponíveis para saque. 
O resultado trimestral foi pressionado pelo aumento mais rápido que o previsto nas provisões para perdas com crédito, que cresceram 78% em relação ao ano anterior, atingindo R$ 17,9 bilhões, especialmente devido às carteiras de agronegócio e grandes empresas.
Em vídeo, o diretor financeiro Geovanne Tobias explicou que parte desse aumento está ligada a casos específicos não antecipados, mas ressaltou que o lucro líquido ajustado de R$ 3,79 bilhões superou a média das estimativas dos analistas. O resultado ficou estável em relação ao segundo trimestre, apesar da menor rentabilidade.
O aumento das provisões refletiu também o impacto do agronegócio, segmento que representa cerca de um terço da carteira de crédito do banco, afetado por um crescimento nas falências e pela mudança nas regras contábeis que obrigou a instituição a reforçar a cobertura para inadimplência.

O índice de inadimplência acima de 90 dias subiu 1,6 ponto percentual em 12 meses, alcançando 4,9% no trimestre encerrado em setembro, sendo que na carteira de agronegócio a inadimplência chegou a 5,3%. O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) caiu 13 pontos percentuais, para 8,4%, permanecendo estável frente ao trimestre anterior.
Analistas esperavam que este terceiro trimestre fosse o ponto mais fraco do ano para o Banco do Brasil, como destacou Gustavo Schroden, do Citigroup: “Esperamos que o terceiro trimestre represente o ponto mínimo da rentabilidade do Banco do Brasil, como amplamente antecipado pelo mercado”.

O Globo

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