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Governo Lula choca comunidade internacional ao retirar Brasil de pacto global em memória do Holocausto

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu retirar o Brasil da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA), organização criada para preservar a memória do genocídio contra os judeus e combater o antissemitismo. A decisão, ainda não comunicada oficialmente pelo Itamaraty, foi confirmada ao portal Metrópoles nesta quinta-feira (24) pelo Ministério das Relações Exteriores de Israel, que já foi notificado da medida. A saída já causa inquietação entre lideranças de países membros da IHRA e setores diplomáticos, que veem na iniciativa um gesto simbólico de distanciamento do compromisso histórico com a lembrança das vítimas do Holocausto e com o enfrentamento da perseguição antissemita. O Brasil integrava a aliança como membro observador desde 2021. O recuo do governo Lula soma a uma série de tensões entre Brasília e Tel Aviv desde o início do terceiro mandato do lulopetista. O presidente brasileiro tem feito duras críticas à ofensiva de Israel na Faixa de Gaza e chegou a comparar, em fevereiro de 2024, a atuação militar israelense ao extermínio de judeus na Segunda Guerra Mundial. A fala foi considerada inaceitável por autoridades israelenses, que declararam Lula persona non grata. Em reação, o governo brasileiro retirou seu embaixador de Tel Aviv, e até hoje não aprovou o nome de Gali Dagan, indicado por Israel para chefiar a missão diplomática em Brasília. O afastamento do Brasil da IHRA ocorre também na mesma semana em que o país formalizou sua entrada no processo em tramitação na Corte Internacional de Justiça (CIJ), movido pela África do Sul contra Israel por suposto genocídio na Faixa de Gaza. O ingresso foi antecipado pelo chanceler Mauro Vieira e oficializado na quarta-feira (23). Em nota, a chancelaria israelense criticou duramente o Brasil, acusando o governo Lula de adotar uma postura “hostil ao Estado judeu” e de apoiar uma ação “politicamente motivada”. Segundo diplomatas israelenses ouvidos pelo Metrópoles, o Itamaraty não justificou as razões para a saída da aliança. Procurado, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil ainda não se pronunciou. O espaço segue aberto para manifestações. Conexão Política 

Bagadão
Por Bagadão 25 de julho de 2025
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Governo Lula choca comunidade internacional ao retirar Brasil de pacto global em memória do Holocausto

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu retirar o Brasil da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA), organização criada para preservar a memória do genocídio contra os judeus e combater o antissemitismo. A decisão, ainda não comunicada oficialmente pelo Itamaraty, foi confirmada ao portal Metrópoles nesta quinta-feira (24) pelo Ministério das Relações Exteriores de Israel, que já foi notificado da medida.

A saída já causa inquietação entre lideranças de países membros da IHRA e setores diplomáticos, que veem na iniciativa um gesto simbólico de distanciamento do compromisso histórico com a lembrança das vítimas do Holocausto e com o enfrentamento da perseguição antissemita. O Brasil integrava a aliança como membro observador desde 2021.

O recuo do governo Lula soma a uma série de tensões entre Brasília e Tel Aviv desde o início do terceiro mandato do lulopetista. O presidente brasileiro tem feito duras críticas à ofensiva de Israel na Faixa de Gaza e chegou a comparar, em fevereiro de 2024, a atuação militar israelense ao extermínio de judeus na Segunda Guerra Mundial.

A fala foi considerada inaceitável por autoridades israelenses, que declararam Lula persona non grata. Em reação, o governo brasileiro retirou seu embaixador de Tel Aviv, e até hoje não aprovou o nome de Gali Dagan, indicado por Israel para chefiar a missão diplomática em Brasília.

O afastamento do Brasil da IHRA ocorre também na mesma semana em que o país formalizou sua entrada no processo em tramitação na Corte Internacional de Justiça (CIJ), movido pela África do Sul contra Israel por suposto genocídio na Faixa de Gaza. O ingresso foi antecipado pelo chanceler Mauro Vieira e oficializado na quarta-feira (23).

Em nota, a chancelaria israelense criticou duramente o Brasil, acusando o governo Lula de adotar uma postura “hostil ao Estado judeu” e de apoiar uma ação “politicamente motivada”. Segundo diplomatas israelenses ouvidos pelo Metrópoles, o Itamaraty não justificou as razões para a saída da aliança.

Procurado, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil ainda não se pronunciou. O espaço segue aberto para manifestações.

Conexão Política 

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