Governo Lula ‘atropela’ Congresso e recorre ao STF para derrubar medida que impede aumento do IOF
O Palácio do Planalto decidiu levar ao Supremo Tribunal Federal a disputa que surgiu após o Congresso derrubar, na quarta-feira (25), o Decreto 12.499, que elevou as alíquotas do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). A estratégia, articulada pela Advocacia-Geral da União (AGU), sustenta que deputados e senadores extrapolaram suas prerrogativas ao revogar uma matéria de iniciativa exclusiva do Executivo. A reação dos parlamentares foi imediata: o Projeto de Decreto Legislativo 314/2025 passou na Câmara por 383 votos a 98 — dos favoráveis, 242 integram siglas que comandam ministérios. No Senado, a Mesa optou por votação simbólica, evitando constrangimentos. Para o Legislativo, o placar expressivo reforça a tese de que o Judiciário não deve interferir em assunto tributário já apreciado pelas Casas. No Planalto, o entendimento é inverso. Assessores de Lula afirmam que a Constituição reserva ao Executivo a competência de fixar alíquotas do IOF e que a intervenção parlamentar viola esse princípio. Se o STF acolher a tese do governo, a tensão institucional deve escalar: nos bastidores, líderes da Câmara e do Senado dizem que a Corte avançaria sobre atribuições do Congresso, turbinando mais um atrito entre os Poderes. A AGU, comandada por Jorge Messias, confirmou a ofensiva em nota oficial. “Advocacia-Geral da União (AGU) iniciou, a pedido do Senhor Presidente da República, uma avaliação técnica sobre as medidas jurídicas a serem adotadas para preservar a vigência do Decreto n. 12.499, de 2025 (IOF). Nesse momento, a AGU solicitou informações ao Ministério da Fazenda para embasar os estudos. Assim que a análise jurídica for finalizada, a AGU divulgará a decisão adotada. Assessoria Especial de Comunicação Social da AGU.” Nos cálculos do Ministério da Fazenda, o aumento do IOF não representaria carga ‘exorbitante’ — argumento que será levado ao Supremo. No Congresso, parlamentares apontam que o governo corre atrás do prejuízo depois de uma das derrotas mais expressivas do atual mandato. Caso o Supremo devolva o tema à arena política, o Planalto terá de recompor apoio na base, fragilizada apesar da presença de aliados na Esplanada. Conexão Política

O Palácio do Planalto decidiu levar ao Supremo Tribunal Federal a disputa que surgiu após o Congresso derrubar, na quarta-feira (25), o Decreto 12.499, que elevou as alíquotas do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).
A estratégia, articulada pela Advocacia-Geral da União (AGU), sustenta que deputados e senadores extrapolaram suas prerrogativas ao revogar uma matéria de iniciativa exclusiva do Executivo.
A reação dos parlamentares foi imediata: o Projeto de Decreto Legislativo 314/2025 passou na Câmara por 383 votos a 98 — dos favoráveis, 242 integram siglas que comandam ministérios.
No Senado, a Mesa optou por votação simbólica, evitando constrangimentos. Para o Legislativo, o placar expressivo reforça a tese de que o Judiciário não deve interferir em assunto tributário já apreciado pelas Casas.
No Planalto, o entendimento é inverso. Assessores de Lula afirmam que a Constituição reserva ao Executivo a competência de fixar alíquotas do IOF e que a intervenção parlamentar viola esse princípio. Se o STF acolher a tese do governo, a tensão institucional deve escalar: nos bastidores, líderes da Câmara e do Senado dizem que a Corte avançaria sobre atribuições do Congresso, turbinando mais um atrito entre os Poderes.
A AGU, comandada por Jorge Messias, confirmou a ofensiva em nota oficial. “Advocacia-Geral da União (AGU) iniciou, a pedido do Senhor Presidente da República, uma avaliação técnica sobre as medidas jurídicas a serem adotadas para preservar a vigência do Decreto n. 12.499, de 2025 (IOF). Nesse momento, a AGU solicitou informações ao Ministério da Fazenda para embasar os estudos. Assim que a análise jurídica for finalizada, a AGU divulgará a decisão adotada. Assessoria Especial de Comunicação Social da AGU.”
Nos cálculos do Ministério da Fazenda, o aumento do IOF não representaria carga ‘exorbitante’ — argumento que será levado ao Supremo. No Congresso, parlamentares apontam que o governo corre atrás do prejuízo depois de uma das derrotas mais expressivas do atual mandato.
Caso o Supremo devolva o tema à arena política, o Planalto terá de recompor apoio na base, fragilizada apesar da presença de aliados na Esplanada.
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