Cunhada de Hugo Motta teve empréstimo de R$ 22 milhões no Master
A cunhada do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), contratou em março de 2024 um empréstimo de pelo menos R$ 22 milhões junto ao Banco Master, usado na aquisição de uma área onde funcionava uma antiga fábrica de cimento em João Pessoa (PB). O terreno será loteado para a criação de um novo bairro na capital paraibana. A empresária Bianca Medeiros, irmã de Luana Motta, esposa do parlamentar, adquiriu em 8 de março de 2024 todas as cotas da empresa ETC Participações, com capital social de R$ 100 mil, conforme registros da Junta Comercial de São Paulo. No dia 15 de março, Bianca firmou o contrato de crédito com o Banco Master, controlado pelo empresário Daniel Vorcaro, oferecendo como garantia as próprias cotas da ETC. O empréstimo foi registrado posteriormente na Junta Comercial da Paraíba, em dezembro de 2024, como obrigação a ser quitada. O recurso foi aplicado na compra de um terreno com mais de 400 hectares — quase três vezes maior que o Parque Ibirapuera, em São Paulo — por R$ 45 milhões. Segundo a prefeitura, o valor fiscal registrado para cálculo de impostos é de R$ 101 milhões, geralmente abaixo do preço de mercado. O imóvel está dividido em cinco matrículas: uma adquirida por uma subsidiária da ETC, controlada exclusivamente por Bianca, por R$ 14,8 milhões, e as demais compradas por outra empresa, a AJC Participações, na qual Bianca detém 25% via ETC. Essa operação representa a primeira ligação financeira conhecida entre familiares do presidente da Câmara e o Banco Master. Por meio de assessoria, Bianca afirmou que o contrato seguiu condições normais de mercado e contou com garantias compatíveis com o valor do financiamento. Mensagens encontradas no celular de Vorcaro indicam que Hugo Motta e o banqueiro participaram de um jantar na residência oficial da Câmara após o deputado assumir a presidência da Casa em fevereiro de 2025. No mesmo período, Motta se posicionou contra a criação de uma CPI para investigar o Banco Master e defendeu a atuação do ministro do STF Dias Toffoli, relator de processo envolvendo a instituição. Reprodução: O Tempo

A cunhada do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), contratou em março de 2024 um empréstimo de pelo menos R$ 22 milhões junto ao Banco Master, usado na aquisição de uma área onde funcionava uma antiga fábrica de cimento em João Pessoa (PB). O terreno será loteado para a criação de um novo bairro na capital paraibana.
A empresária Bianca Medeiros, irmã de Luana Motta, esposa do parlamentar, adquiriu em 8 de março de 2024 todas as cotas da empresa ETC Participações, com capital social de R$ 100 mil, conforme registros da Junta Comercial de São Paulo.
No dia 15 de março, Bianca firmou o contrato de crédito com o Banco Master, controlado pelo empresário Daniel Vorcaro, oferecendo como garantia as próprias cotas da ETC. O empréstimo foi registrado posteriormente na Junta Comercial da Paraíba, em dezembro de 2024, como obrigação a ser quitada.
O recurso foi aplicado na compra de um terreno com mais de 400 hectares — quase três vezes maior que o Parque Ibirapuera, em São Paulo — por R$ 45 milhões.
Segundo a prefeitura, o valor fiscal registrado para cálculo de impostos é de R$ 101 milhões, geralmente abaixo do preço de mercado. O imóvel está dividido em cinco matrículas: uma adquirida por uma subsidiária da ETC, controlada exclusivamente por Bianca, por R$ 14,8 milhões, e as demais compradas por outra empresa, a AJC Participações, na qual Bianca detém 25% via ETC.
Essa operação representa a primeira ligação financeira conhecida entre familiares do presidente da Câmara e o Banco Master. Por meio de assessoria, Bianca afirmou que o contrato seguiu condições normais de mercado e contou com garantias compatíveis com o valor do financiamento.
Mensagens encontradas no celular de Vorcaro indicam que Hugo Motta e o banqueiro participaram de um jantar na residência oficial da Câmara após o deputado assumir a presidência da Casa em fevereiro de 2025.
No mesmo período, Motta se posicionou contra a criação de uma CPI para investigar o Banco Master e defendeu a atuação do ministro do STF Dias Toffoli, relator de processo envolvendo a instituição.
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