Corpos das vítimas do submarino Titan viraram fragmentos e alimentarão a fauna marinha, avaliam especialistas
A implosão do submarino Titan no Oceano Atlântico, durante uma expedição para ver os destroços do Titanic, levou ao esmagamento e à fragmentação dos corpos das cinco vítimas, afirmam especialistas ouvidos pelo g1. Divididos em partes muito pequenas, os restos mortais dificilmente serão encontrados um dia. Há dois principais motivos: a altíssima pressão exercida pela água a uma profundidade de 4 mil metros; e a existência de uma fauna marinha (como tubarão, peixe-bruxa e verme-zumbi) ávida por alimentos. 1 – A alta pressão que levou ao esmagamento dos passageirosQuanto maior a profundidade no mar, maior a pressão exercida pela água. Quando nós mergulhamos por dois ou três metros, por exemplo, já sentimos os ouvidos “estalarem”. Imagine só a 4 mil metros, como era o caso do submarino. O veículo, provavelmente por causa de um defeito no casco, não resistiu e implodiu. 2 – Fauna marinha ávida por alimentoProvavelmente, o que sobrou dos restos mortais será ingerido por peixes, tubarões, crustáceos e vermes (leia mais abaixo). A 4 mil metros de profundidade no mar, esses seres vivos costumam enfrentar dificuldade para se alimentar. “É uma questão da biologia das águas profundas. Longe da superfície, sem a luz necessária para a fotossíntese, os organismos enfrentam privação de alimento. O que cai ali é consumido muito rapidamente”, explica Paulo Yukio Gomes Sumida, professor do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (IO-USP). Portal g1

A implosão do submarino Titan no Oceano Atlântico, durante uma expedição para ver os destroços do Titanic, levou ao esmagamento e à fragmentação dos corpos das cinco vítimas, afirmam especialistas ouvidos pelo g1. Divididos em partes muito pequenas, os restos mortais dificilmente serão encontrados um dia.
Há dois principais motivos: a altíssima pressão exercida pela água a uma profundidade de 4 mil metros; e a existência de uma fauna marinha (como tubarão, peixe-bruxa e verme-zumbi) ávida por alimentos.
1 – A alta pressão que levou ao esmagamento dos passageiros
Quanto maior a profundidade no mar, maior a pressão exercida pela água. Quando nós mergulhamos por dois ou três metros, por exemplo, já sentimos os ouvidos “estalarem”. Imagine só a 4 mil metros, como era o caso do submarino. O veículo, provavelmente por causa de um defeito no casco, não resistiu e implodiu.
2 – Fauna marinha ávida por alimento
Provavelmente, o que sobrou dos restos mortais será ingerido por peixes, tubarões, crustáceos e vermes (leia mais abaixo). A 4 mil metros de profundidade no mar, esses seres vivos costumam enfrentar dificuldade para se alimentar.
“É uma questão da biologia das águas profundas. Longe da superfície, sem a luz necessária para a fotossíntese, os organismos enfrentam privação de alimento. O que cai ali é consumido muito rapidamente”, explica Paulo Yukio Gomes Sumida, professor do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (IO-USP).
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